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Dia dos Santos Abades de Cluny próximos anos




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O Dia dos Santos Abades de Cluny é comemorado no dia 11 de maio.

O dia 11 de maio é consagrado, no calendário litúrgico da Igreja Católica, aos Santos Abades de Cluny: Odão, Majolo, Odilão, Hugo e Pedro.

A história da Abadia de Cluny

A carta de fundação da Abadia de Cluny foi assinada em setembro de 910, pelo então poderoso duque da Aquitânia, Guilherme I, cedendo a Bernon, abade de Baume-les-Messieus, uma terra denominada Cluny, na diocese de Mâcon, a pouco mais de 20 quilômetros desta cidade, na região central da França.

A carta de fundação dava detalhes precisos sobre a criação de uma abadia que seguisse as regras de São Bento. Com Bernon, vieram alguns monges, que se tornaram os primeiros religiosos da nova abadia, enquadrada no projeto de reforma promovida por Bento de Aniane, que pretendia unir todos os mosteiros da Europa Ocidental pela Regra de São Bento.

A Abadia de Cluny tornou-se, com o tempo, um dos mais famosos centros da vida monástica na Europa, em razão da administração dos santos abades que se sucederam em seu governo, atuando por mais de dois séculos.

Os santos abades de Cluny celebrados pela Igreja Católica são os seguintes:

Odão

Odão foi cônego da Igreja de Tours, mas em determinado momento da vida abraçou a regra monástica. Foi eleito abade de Cluny em 927, abrindo para os monges os tesouros contidos na observância da Regra Beneditina. Seu trabalho durante a vida monástica foi a restauração de muitos mosteiros na França e na Itália e sua morte ocorreu em 18 de novembro de 942, durante a oitava festa de São Martinho.

Majolo

Majolo nasceu na Provença, vindo de uma família nobre, e se tornou cônego da Igreja de Mâcon, tornando-se, depois, arquidiácono. No ano de 948 fez sua profissão monástica em Cluny, sendo depois eleito abade. Seus modos eram tão apreciados pelos príncipes de seu tempo, que Otão II sugeriu que fosse eleito Sumo Pontífice. No entanto, Majolo resistiu firmemente. Durante sua administração fundou diversos mosteiros, além de reformar outros tantos. Morreu em 11 de maio de 994, em Souvigny, na Alvérnia.

Odilão

Odilão nasceu em 962, na Alvérnia, também proveniente de família nobre e se tornou cônego na Igreja de Brioude, transferindo-se depois para Cluny, onde fez a profissão para monge. Foi escolhido por Majolo como seu coadjutor em 991, sucedendo-lhe no cargo de abade. Durante sua vida difundiu a observância cluniacense, principalmente na Espalha, tendo instituído a comemoração dos fieis defuntos. Sua morte ocorreu em 1° de janeiro de 1049, em Souvigny, próximo ao túmulo de seu antecessor Majolo.

Hugo

Hugo era filho de Dalmácio, conde de Sémur, tendo nascido em 1024. Entrou para o mosteiro de Cluny em 1039 contra a vontade dos pais, tornando-se logo prior. Com a morte de Odilão, foi eleito abade. Construiu a basílica do mosteiro, que se tornou célebre e fez compor o código dos costumes monásticos, fundando também muitos novos mosteiros. Seu governo na abadia durou 60 anos, tendo falecido em Cluny, em 29 de abril de 1109.

Pedro

Pedro tinha como cognome “O Venerável”. O último dos abades venerados de Cluny nasceu na Alvérnia, provavelmente em 1092 e foi educado no mosteiro de Sauxilanges, onde foi nomeado prior e responsável pelo escolasticado no mosteiro de Domène, sendo, em 1122, eleito abade de Cluny. Seu governo observou a disciplina regular da Regra Beneditina, incentivando o estudo das letras e estimulando os monges na dedicação aos estudos, sempre mantendo o perfeito equilíbrio entre ação e contemplação. Morreu em 1156, no dia de Natal.

A abadia de Cluny resistiu durante quase um milênio, sendo destruída pelo furor dos adeptos da Revolução Francesa, em 1789. No ano de 2010, toda a França comemorou o 1.100° aniversário de sua fundação, já que foi considerada a mais célebre e grandiosa da Idade Média.

Na comemoração do aniversário, o Centro Nacional de Monumentos da França reuniu, pela primeira vez, cerca de 130 obras de arte, entre esculturas, joias, mosaicos e alguns dos melhores manuscritos com iluminuras medievais relacionados com a mítica abadia.

A tecnologia digital permitiu, nessa ocasião, reconstituir a imagem da abadia de Cluny III, denominação que indica que tenha sido a terceira igreja erguida no mesmo local pelos monges da mesma Regra Beneditina, uma situação frequente na Idade Média, época que apresentava aperfeiçoamento e requinte, pelo menos nas propriedades da Igreja.





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