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O Dia de São Martiniano é comemorado no dia 13 de fevereiro.

Martiniano é um nome de origem latina, cujo significado é guerreiro, ou “dedicado a Marte”. Marte era o deus da guerra para os gregos e o nome Martiniano conseguiu grande destaque através de São Martiniano em razão de sua constante luta contra o pecado e contra os desejos carnais.

A vida de São Martiniano

Martiniano viveu no século IV ou V, na Cesaréia, Palestina, e pouco se sabe sobre sua vida. O que ficou registrado sobre São Martiniano o coloca como “jovem eremita”, já que, desde jovem, resolveu se tornar um andarilho, tentando fugir das tentações, fazendo isso para que o pecado nunca o encontrasse num lugar fixo.

Nos tempos de Martiniano o Cristianismo já havia se espalhado pelas regiões europeias em torno do Mediterrâneo e o jovem, desde cedo, teve conhecimento da fé cristã e da busca de pureza e santidade dos primeiros seguidores de Cristo.

Assim, ainda jovem, resolveu ligar sua vida à Igreja, dedicando-se a Deus. Aos 18 anos, ingressou numa comunidade de eremitas, próximo à sua cidade de nascimento, onde tentou viver uma vida reclusa, dedicada à penitência e ao combate aos desejos da carne.

Essa reclusão durou sete anos, quando já havia conquistado fama de santidade e de sabedoria, tendo muitos seguidores do Cristianismo á sua procura. Os que o procuravam vinham em busca de conselhos, de orientação espiritual, da cura de suas doenças e até da expulsão de maus espíritos. Essa fama conseguida por Martiniano atraiu Cloé (ou Zoé, segundo alguns registros), que era uma jovem cortesã da época.

Mesmo sendo jovem, Cloé já era milionária, muito bela e conhecida por ser uma pessoa de costumes arrojados, pouco recomendáveis à sociedade de então. Em seu círculo de amigos, fez uma aposta, afirmando que o jovem Martiniano não conseguiria manter sua castidade.

Imbuída do propósito de conquista e de ganhar a aposta, Cloé trocou suas roupas de luxo por outras esfarrapadas e foi em busca de Martiniano, pedindo sua ajuda e abrigo. Martiniano deixou que ela entrasse, acomodou-a dentro de suas parcas possibilidades e recolheu-se aos seus aposentos, nos fundos da casa em que vivia, onde passou a rezar, entoando cânticos de louvor a Deus, ato que cumpria religiosamente todas as noites antes de dormir.

Cloé não se intimidou com a fé de Martiniano, já que não era sua intenção desistir de ganhar a aposta. Pela manhã, trocou suas roupas esfarrapadas por outras mais sensuais, esperando que Martiniano a procurasse para saber como tinha passado a noite.

Martiniano, ainda tocado pela preservação da castidade, a procurou, recebendo todo tipo de tentação por parte de Cloé, que usou os mais diversos argumentos na tentativa de seduzi-lo.

No entanto, ao invés de conseguir seus intentos, Cloé é quem foi convertida por Martiniano. A partir desse dia, a cortesã recolheu-se ao convento de Santa Paula, na cidade de Belém, onde viveu o resto da vida, santificando-se e colocando-se como mais uma convertida e consagrada a Deus.

Martiniano, que se sentiu tentado por Cloé, resolveu se mudar para uma ilha distante, onde pretendia continuar sua vida de penitência. No entanto, em certa ocasião, depois de um naufrágio, surgiu uma jovem passageira sobrevivente, Fotinia, a quem Martiniano recolheu e de quem cuidou.

Consentindo que permanecesse na ilha, Martiniano novamente resolveu fugir da tentação, abandonando a ilha a nado, embora o continente estivesse distante. Segundo a tradição, Martiniano teve em sua companhia dois delfins que o acompanharam até terra firme, o deixando são e salvo.

A partir dessa viagem, Martiniano resolveu tomar uma decisão mais radical, tornando-se um andarilho permanente, não procurando nunca mais abrigar qualquer pessoa que o pudesse levar à tentação. Viveu às expensas da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano de 400, depois de parar sua longa caminhada em uma igreja da cidade.

Segundo os registros católicos, Martiniano soube que era chegado o seu momento, solicitando os sacramentos e deixando a vida com a serenidade de quem conseguiu vencer o pecado. 





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