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Dia de São Marcelino de Cartago próximos anos




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O Dia de São Marcelino de Cartago é comemorado no dia 6 de abril.

São Marcelino de Cartago nasceu de uma família rica em Toledo, cidade da Hispânia, que era parte do Império Romano. Não se tem dados sobre o seu ano de nascimento. Seu dia na Igreja Católica é comemorado em 6 de abril.

A vida de São Marcelino de Cartago

Poucos são os registros sobre Marcelino de Cartago. Sabe-se que era amigo de Santo Agostinho, que lhe dedicou o primeiro livro de sua Civitas Dei, e que era correspondente de Jerome, tribuno militar do exército romano e conselheiro do imperador Honório.

Os registros históricos informam que, em 411, Marcelino foi enviado para Cartago, com seu irmão Aprígio, pro-cônsul da África, com o objetivo de solucionar uma crise política provocada pela heresia donatista.

O martírio de Marcelino está diretamente relacionado com o cisma donatista, uma divisão de crença religiosa que dividiu a Igreja Africana por mais de um século.

O cisma teve início em 310, quando a validez da eleição do bispo de Cartago, Ceciliano, foi contestada por ter sido consagrado por bispos traidores, ou seja, eram traidores por terem entregues os livros sagrados para serem queimados, conforme havia decretado o imperador Diocleciano, ferrenho perseguidor de cristãos.

O bispo Donato, de onde foi tirado o nome da heresia donatista, teve uma posição radical, contrária ao bispo Ceciliano. Para Donato, a Igreja devia ser considerada uma sociedade de santos, não havendo a possibilidade de sacramentos serem ministrados por pecadores, que seriam, assim, inválidos.

A região de Cartago vivia sob influências regionais e sociais, com a Numídia contra Cartago, com proletários contra proprietários romanos, criando inúmeros conflitos, e Marcelino acabou sendo vítima dos donatistas.

Em Cartago, Marcelino acumulava dois cargos: era tabelião e tribuno. Era um bom pai de família e cristão exemplar, tendo sido colocado como homem notável, tendo a estima e todos e mantendo uma religiosidade acima do padrão, conforme definiu Santo Agostinho, de quem era amigo.

Marcelino sempre teve vontade de aprender e muitas vezes procurou Agostinho para obter esclarecimentos sobre alguns pontos controversos da doutrina cristã.

Com suas dúvidas, tornou-se uma inspiração para Santo Agostinho, já que algumas de suas obras tiveram origem exatamente nas questões apresentadas por Marcelino.

Marcelino nem chegou a conhecer as obras que inspirou. Na conferência dos bispos realizada em Cartago, em 411, ele ficou do lado dos bispos católicos, contra os donatistas.

Por causa disso, os donatistas se vingaram, acusando Marcelino de ser cúmplice do usurpador Heracliano. Como se tratava de uma grave acusação, Marcelino foi condenado à morte pelo conde Marino, em 13 de setembro de 411.

Um ano após, o próprio imperador reconheceu o erro da justiça romana e retirou todas as acusações, aprovando todas as decisões tomadas por Marcelino que, desde então, passou a ser considerado mártir.

Os últimos minutos de vida de Marcelino foram relatados por São Dâmaso, religioso que afirmou ter ouvido a história do próprio carrasco. Segundo Dâmaso, Marcelino teve a cabeça cortada no meio de um bosque, separada do corpo para que ninguém soubesse quem era.

Marcelino teve seu elogio fúnebre escrito por Santo Agostinho e por São Jerônimo, tendo sido canonizado e elevado à condição de santo e mártir do cristianismo.





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