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O Dia de São Cirilo de Jerusalém é comemorado no dia 18 de março pela Igreja Católica em homenagem ao santo que foi bispo da Igreja de Jerusalém no século IV da Era Cristã, tendo sido declarado um dos doutores da Igreja pelo Papa Leão XIII.

A vida de São Cirilo de Jerusalém

Cirilo nasceu em 315, em Jerusalém, filho de uma família abastada, sendo educado tanto através do conhecimento do cristianismo quanto dos filósofos pagãos. Sua ordenação como diácono foi procedida pelo bispo Macário de Jerusalém, em 335, sendo ordenado padre oito anos depois pelo bispo Máximo III.

A tradição não corrobora totalmente essas informações, havendo controvérsias tanto com relação ao ano de nascimento, que poderia ser 313, quando ao local, que poderia ter sido numa das cidades próximas a Jerusalém.

Entre 350 e 386, Cirilo foi bispo da Igreja de Jerusalém, sucedendo Máximo III, tendo várias interrupções em seu bispado por conta da questão ariana, que impregnou os primeiros tempos da Igreja.

Cirilo deixou algumas obras, entre elas as “Aulas Catequéticas”, que tinha como objetivo educar os então catecúmenos, que se uniam ao cristianismo, sendo um livro de grande importância para entender os métodos de ensino e as práticas de liturgia aplicadas na época, sendo, possivelmente, o registro mais completo existente dos primeiros tempos da Igreja.

No início de seu bispado, Cirilo relata a aparição de uma cruz luminosa nos céus, acima do monte Gólgota, onde Jesus foi crucificado. O relato consta da sua “Carta a Constâncio”, do ano de 351 e, segundo Cirilo, a aparição foi presenciada por toda a população de Jerusalém. Ainda hoje a Igreja Ortodoxa Grega comemora esse acontecimento, no dia 7 de maio.

A autenticidade da carta tem sido questionada, principalmente em virtude da utilização da palavra “homoousios” (consubstancialidade) na bênção final. Alguns acadêmicos opinam que o trecho pode ser uma inclusão posterior, embora o restante da carta leve a crer que seja autêntica.

Cirilo não manteve bom relacionamento com o metropolitano Acácio de Cesareia, já que este seria um dos líderes arianos em Jerusalém.

Segundo os historiadores, a tensão pode ter sido pela inveja de Acácio em relação à importância atribuída a Cirilo no Concílio de Niceia, que ocorreu em 325. A postura de Cirilo teria representado uma ameaça à posição da cidade de Cesareia como a principal sede da região, já que Jerusalém, na época, se tornava um grande centro de peregrinação.

Acácio teria acusado Cirilo de vender propriedades da Igreja e, segundo os historiadores, Jerusalém estava sofrendo uma grande redução nos estoques de alimentos. Cirilo, então, teria vendido ornamentos da Igreja e um inestimável manto sagrado, ornamentado com fios de ouro, presente do imperador Constantino, para conseguir alimentos para os necessitados.

Cirilo resistiu por dois anos às convocações de Acácio para explicar os motivos da venda dos bens, até que um novo concílio foi convocado, no ano de 357, onde Cirilo foi acusado formalmente por Acácio.

Durante dois anos, Cirilo foi obrigado a manter um retiro forçado na cidade de Tarso e, quando a situação de Acácio se deteriorou, novo concílio, o de Selêucia, colocou novamente Cirilo em sua antiga posição.

Constâncio II reverteu a situação em 360, obrigando Cirilo novamente a enfrentar o exílio, até que um novo imperador, o pagão Juliano, permitisse sua volta.

Em 367, novamente Cirilo foi banido de seu cargo pelo imperador ariano Valente, conseguindo retornar somente em 378, quando Graciano assumiu o trono e, daí em diante, permaneceu como bispo até sua morte, em 386.

A jurisdição de Cirilo sobre Jerusalém foi reconhecida pelo Concílio de Constantinopla, em 381, ao qual ele se encontrava presente. Durante o concílio foi que ele votou pela aceitação do termo “consubstancialidade”, já que não havia melhor alternativa.

Cirilo é hoje venerado como santo pela Igreja Católica Romana, pela Igreja Ortodoxa e pela Comunhão Anglicana. O Papa Leão XIII o declarou Doutor da Igreja em 1883. 




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