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O Dia de Santa Juliana de Liège é comemorado no dia 5 de abril.

Santa Juliana de Liège, ou Juliana de Mont Cornillon, tem seu dia de comemoração litúrgica na Igreja Católica em 5 de abril. A santa foi uma freira agostiniana, tendo ficado conhecida pela promoção da introdução da Festa de Corpus Christi nas liturgias católicas.

A vida de Santa Juliana de Liège

Juliana nasceu em 1193 em Fosses-La-Ville, na Bélgica, e faleceu em 5 de abril de 1258, na mesma aldeia.

Com 15 anos de idade, ela fez sua opção pela vida religiosa, entrando para o convento das irmãs agostinianas de Mont Pelliers. No ano de 1209, então com 16 anos, começou a ter visões que requisitavam à Igreja uma festa em louvor ao Santíssimo Sacramento.

Confidenciou essas visões apenas em 1230, ao Arcediago de Liège, religioso que viria a ser o Papa Urbano IV. No mesmo ano, a festa do Corpo de Cristo passou a ser celebrada em Liège. Antes de falecer, em 1264, o Papa Urbano IV instituiu oficialmente a festa na liturgia católica.

O movimento eucarístico teve sua origem nas visões de Juliana, na Abadia de Cornillón, fundada pelo Bispo Alberto de Liège em 1124, dando origem a diversos costumes eucarísticos, como a Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento, o uso das campainhas durante sua elevação na Missa e a própria Festa de Corpus Christi.

Juliana era priora da Abadia e sua veneração pelo Santíssimo Sacramento vinha desde sua infância e de sua educação religiosa. A opção pela vida cristã foi consequência de sua educação desde pequena, quando ficou órfã, resolvendo se dedicar à Igreja.

Em sua imaginação, sempre ansiou por uma festa especial em honra do Santíssimo e esse desejo foi intensificado por uma visão, onde lhe apareceu a Igreja com a aparência de uma lua cheia com uma mancha negra, o que lhe pareceu significar a ausência de uma solenidade especial dedicada à Eucaristia.

A visão a perseguiu por vários anos, fazendo com que compreendesse que sua missão na vida era trabalhar pela instituição da solenidade.

Por volta de 1210 recebeu a visita de uma virgem reclusa de nome Eva. Juliana lhe contou sobre as visões que vinha tendo e resolveram se ajudar. Anos depois, quando Juliana já se tornara priora, Eva teve a mesma visão, sentindo também a necessidade de lutar pelo estabelecimento de uma liturgia específica para o Santíssimo Sacramento.

Eva foi a sucessora de Juliana na Abadia, recebendo o título de Beata depois de falecida.

Juliana também comentou sobre a visão com a beguina Isabel, enfermeira de leprosos, e, juntas, as três procuram convencer padres, frades, comunidades e paróquias sobre a necessidade do estabelecimento de uma solenidade em homenagem à Eucaristia.

Pede, então, ao Monsenhor Roberto de Thourotte, Bispo de Liège, para instituir a festa, que levaria o nome de Corpus Domini. Prosseguindo em sua luta, prepara um ofício em latim para a nova celebração e São Tomás de Aquino, ainda jovem clérigo, fica encarregado de compor o ofício litúrgico da nova festa católica, que acaba tendo sua primeira realização em 1232.

Impelido por Juliana, o bispo se impressiona favoravelmente e, como naquele tempo os bispos tinham o direito de coordenar as festas de suas próprias dioceses, convocou o sínodo no ano de 1246, ordenando a celebração da festa em todas as paróquias.

Sua iniciativa foi apoiada pelo dominicano Hugh, que mais tarde seria o Cardeal Legado dos Países Baixos, e por Jacques Pantaleón, Arcediago de Liège, que foi eleito papa, adotando o nome de Urbano IV.

O Monsenhor Roberto não chegou a ver a realização da festa sob suas ordens, tendo morrido pouco tempo antes. A festa, porém, foi celebrada tendo como data a quinta-feira seguinte à festa da Santíssima Trindade. Depois, um bispo alemão conheceu o costume, estendendo-o por toda a atual Alemanha.

Juliana também não chegou a ver a oficialização da festa que imaginara, instituída pelo Papa Urbano IV para toda a Igreja com o nome de Corpus Christi. Como priora do Mosteiro de Mont Cornillón, havia instaurado uma disciplina mais rigorosa, que não agradava a todas as freiras e passou a sofrer uma perseguição inclusive por parte de sua superiora.

Deixou o mosteiro em 1248, pedindo asilo à Beata Eva. Juliana se retirou para a clausura das monjas cistercienses de Fosses, onde faleceu dez anos depois, em 5 de abril de 1258, pelo menos sabendo que, além de Liège, também a Alemanha celebrava a festa de Corpus Domini.

Seu corpo foi sepultado na Abadia Cisterciense de Villers e ela foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.





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